sábado, 12 de setembro de 2009

O POVO, A POLÍTICA E OS PARTIDOS

Permitam antes de mais nada, fazer o agradecimento a tods aqueles que se ativeram a dedicar-se as leituras dos textos que escrevo, ontem mesmo ao visitar um amigo na ASSEMBLÉIA e fui apresentado a uma pessoa que não me conhecia, no entanto ja havia lido algo deste atrevido militante. MUITO OBRIGADO A TODOS.



Ha muito tempo que pretendia fazer uma análise partindo deste tripé, que por vezes se mistura corretamente e por vezes não se separa indevidamente. A população acompanha através dos noticiários os acontecimentos políticos, o foco via de regra é o POLÍTICO, dai ainda o voto sempre ser na pessoa e não no partido.

Aqueles que se filiam a um partido o fazem, pela aproximação idelógica ou por indicação de um amigo, liderança de bairro, ou pelos líderes que compõe o partido, raramente ao se filiar recebem por exemplo o ESTATUTO do partido, quem dirá estudos, análises etc. Partindo dai uma total incompreençao de determinadas ações tomadas sejam no âmbito do executivo ou legislativo, existindo desta forma uma permissividade que faz por exemplo com que se veja na INTERNET um demônio de setecentas cabeças, ou se avente LISTAS FECHADAS e outros arroubos individuais.

Existindo apenas uma base ideária com alguns norteamentos conceituais e solta o boi pra ver o que acontece.

Existe um distanciamento inicial daquilo que o POVO pensa, e os partidos pensam o vácuo que se forma chamamos de POLÍTICOS.

Temas passeiam pelas Camaras, Assembléias e Congressos dos mais variados setores, as mais diversas questões e pergunta-se: FORAM DISCUTIDOS DENTRO DO PARTIDO.
A resposta todos sabemos.
O PSDB e o PT são os partidos que mais atuam junto as suas bases pelo menos aqui em SÃO PAULO, não esquecendo da história do PMDB, da atuação do PTB com suas campanhas, e da atual gestão do DEM capitaneada pelo Prefeito Gilberto Kassab.
O PSDB teve em seu nascedouro a aproximação da classe média, o deslumbramento da população com seus líderes e a prática da BOA GOVERNANÇA, mudou a maneira de ver e fazer governo, não aparelhando a máquina o que antagonicamente tambem é um grave defeito, o aparelhamento é nefasto, o esquecimento e afastamento de bons quadros do partido também é prejudicil a gestão.
O PT com seu alicerce clerico sindical, arregimentou de forma praticamente automata a massa operária, com os transcorrer dos anos, não é um arremedo do que ja foi, mensalão e cuecas a parte, irrevogável é palavra que não existe em seu vocabulário, tornou-se refém de LULA seu futuro é incerto, seu mérito apesar dos conflitos internos é a união pelo menos aparente dos seus quadros e líderes, sabe lavar melhor a roupa suja.
Ao militante recem filiado falta o estímulo do debate e a falta de troca de ideias, a ausência de diálogo e a famosa pergunta o que você pensa.
O SARNEY GATE tentou levar o povo pra rua o que se viu foi um fiasco, uma autêntica falta de mobilização, um aparelhamento das instituições virando cabide partidário, foi-se o tempo de sindicatos independentes e estudantes engajados.
Fazer política pé no barro da um trabalho insano, ir até os mais distantes lugares, levar uma mensagem, indo mais além formar uma mensagem. Ter a paciência de ouvir os mais humildes, os mais simples, os mais vividos, é uma trabalheira danada. Mas como dar creme dental se a pessoa não tem dentes, como dar ferro de passar se não tem energia.
Nas campanhas eleitorais vê-se o discurso surrado e batido: precisamos MELHORAR NA PERIFERIA, como se num passe de mágica chegássemos e VIVA acaba de chegar SASSA MUTEMA, os resultados historicamente são vexaminosos, de dar pena; não bastanto ainda o desespero de campanhas aonde se abraça qualquer poste para se compor o time, e sobram materiais em comitês.
É preciso repensar a atitude, a prática, a forma.
Mas qual é o meu objetivo afinal, justamente este REPENSAR, CONVERSAR, AGIR EM CONJUNTO.
Minha intenção aqui não é a critica a este ou aquele orgão ou a este ou aquele dirigente, antes de mais nada penso que se podemos contribuir para aprimorar o que ai esta, então senhores só me resta dizer:
-MÃOS A OBRA.

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